Servidores contrariam movimento de sindicato e mantêm serviços de saúde funcionando em Campina

Apesar da deflagração de greve por parte do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municiais do Agreste da Borborema – Sintab, os servidores da rede municipal de saúde de Campina Grande mantiveram as rotinas de trabalho normalmente nesta quarta-feira, 29.

Um levantamento da Diretoria de Atenção à Saúde da Secretaria de Saúde mostrou que durante todo o dia foram realizados atendimentos em 98% das Unidades Básicas de Saúde – UBS, Centros de Saúde e Policlínicas.

A Secretária Municipal de Saúde, Luzia Pinto, declarou que o movimento grevista do Sintab não reflete o posicionamento da maioria dos servidores.

Ainda segundo a secretária, não há motivo para greve, pois os salários dos efetivos estão em dia. Além disso, a gestora explicou que existe uma mesa de negociação para discussão do Plano de Cargos Carreira e Remuneração – PCCR, da qual participam representantes de todas as categorias de servidores da saúde.

“A gestão mantém diálogo permanente com os servidores, realizando reuniões periódicas com a comissão que discute o PCCR. O plano está seguindo todos os trâmites legais, dentro do cronograma acordado com os trabalhadores e o enquadramento por tempo de serviço já está em curso. Após esta etapa, vamos iniciar o enquadramento por titulação“, garantiu Luizia Pinto.

Sobre a alegação do Sindicato a respeito do pagamento de salários, a Secretaria de Saúde assegurou que os vencimentos dos servidores efetivos vêm sendo realizado até a primeira semana do mês subsequente.

“Estamos fazendo todo o esforço possível. Apesar de contarmos com os constantes atrasos de repasses do Governo Federal para custeio da Atenção Básica, a Secretaria de Saúde está conseguindo pagar o servidor regularmente. Para ter uma ideia, até agora presente, o Ministério da Saúde ainda não fez os repasses dos incentivos dos meses de abril e maio”, informou.

Mesmo com a adesão mínima dos servidores à paralisação, Luzia Pinto, alertou ainda que o município está em Estado de Emergência Sanitária, por causa do surto de casos relacionados à Síndrome da Zika Congênita.

Esperamos que o Sindicato reveja sua posição, pois o diálogo com a gestão está mantido e a cidade vive um momento de cuidados redobrados na prevenção à dengue, zika e chikungunya. Nesta conjuntura, o trabalho de cada profissional faz a diferença”, finalizou.

Fonte: Codecom

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