Secretaria de Saúde anuncia medidas para otimizar atendimento no ISEA

iseaA Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Campina Grande vai adotar medidas para solucionar questões pontuais de superlotação no atendimento às gestantes no Instituto Elpídio de Almeida – ISEA. A decisão foi tomada durante uma reunião entre a secretária de saúde, Lúcia Derks, diretores da maternidade e consultores da pasta. O encontro aconteceu na noite desta terça-feira,16, no Hospital Municipal Pedro I.

Na abertura da reunião, a secretária mostrou que o problema dos casos de superlotação no ISEA está concentrado nos finais de semana. Segundo ela, isso ocorre porque, frequentemente, nestes dias, as maternidades da Clipsi e da FAP não dispõem de médicos para realizar partos pelo Sistema Único de Saúde. Os dois hospitais estão credenciados pelo SUS para o atendimento em obstetrícia e neonatal, mas, com a ausência dos profissionais nas maternidades, o ISEA acaba realizando todos os procedimentos, causando a superlotação dos leitos.

Lúcia Derks também informou aos presentes que, para tentar solucionar o impasse com as duas maternidades, a Secretaria de Saúde já encaminhou um documento ao Ministério Público, solicitando a participação do órgão no diálogo com os gestores dos dois estabelecimentos de saúde. “Este ano, já fizemos um incremento de 50% na tabela de pagamento do SUS para os procedimentos de obstetrícia e neonatal para os profissionais da Clipsi e da FAP e sempre estivemos abertos ao diálogo, portanto, não podemos admitir que o usuário seja prejudicado com a falta de atendimento naquelas maternidades”, afirmou.

Da reunião, ficou acordado que, em curto prazo, a direção do ISEA irá readequar salas da maternidade para ampliar os espaços de atendimento, reorganizar os 117 leitos e humanizar o ambiente. Também ficou decidido que, ainda este mês, a Secretaria de Saúde vai abrir a Casa da Mãe, um local onde as mães de outros municípios que precisem tomar medicação ou que necessitem acompanhar os filhos que estão internados na UTI, por exemplo, possam ficar hospedadas sem que os leitos sejam ocupados. O local vai funcionar em uma residência alugada pela Prefeitura, próximo à maternidade.

Até o final deste mês, também será implantado um sistema de classificação de risco no ISEA, para melhorar o acolhimento às gestantes que utilizam os serviços. Além disso, a Secretaria de Saúde ainda irá realizar um estudo de viabilidade para criação de uma maternidade escola no Hospital Pedro I, em parceria com instituições de ensino superior. A ideia é desafogar os atendimentos de risco habitual no ISEA que, de janeiro a maio deste ano, já realizou 3.175 partos.

“Como maternidade é referência para o atendimento às gestantes de alto risco, parte dos leitos do ISEA ocupados para estes procedimentos de alto risco são ocupados por um período que pode variar de quinze de até trintas dias, por isso a importância de discutir a possibilidade de termos mais um novo serviço no município para realização de partos de risco habitual, cujo tempo de permanência nos leitos é de 48 horas”, explicou.

Sindicância – Em relação às denúncias de que gestantes estariam dando à luz em corredores do ISEA, divulgadas na imprensa local, a Secretaria Municipal de Saúde abriu nesta segunda-feira, 15, uma sindicância administrativa para investigar a veracidade dos fatos e punir os responsáveis pelas possíveis irregularidades. A medida foi informada pela secretária Lúcia Derks ao Conselho Municipal de Saúde na tarde desta terça, durante reunião do colegiado.

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