Prefeito vai a Brasília para renegociar dívidas com o Tesouro Nacional

romero_prefeitoO prefeito Romero Rodrigues viajou nesta terça-feira, 25, para Brasília com o objetivo de buscar o fim dos sequestros de recursos do Fundo de Participação dos Municípios – FPM, por parte do Tesouro Nacional. Na reunião com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Hugo Augustin Filho, Romero apresentou documentos para análise e conseguiu vislumbrar caminhos para renegociar as dívidas.

“A reunião foi boa para abrir possibilidades de encontrar meios de renegociar a dívida”, avaliou Romero. O secretário solicitou um levantamento completo da origem do débito com identificação dos credores, para poder analisar as possibilidades de renegociação. “Estou mobilizando todo o pessoal, a Secretaria de Finanças, a Seplan, a Procuradoria, mas isso demanda tempo”, explicou o prefeito.

Por outro lado, a Prefeitura, por meio da Procuradoria Geral do Município, também está buscando suspender os bloqueios judicialmente. “Vamos ver se a justiça nos auxilia a recalcular o valor e também com a suspensão da cobrança. Entramos com uma ação sexta e vamos entrar com outra para recalcular”, avisou o prefeito.

Recalcular e renegociar a dívida é indispensável para o futuro da administração do Município. Do débito de R$ 24 milhões, cuja recomposição ocorreu em 1999, já se pagou R$ 25,8 milhões e a dívida atual está em R$ 121 milhões. Pelo segundo mês consecutivo, está sendo descontado 17% da receita real, inviabilizando serviços essenciais para população do município, como saúde e limpeza urbana, além de comprometer o pagamento dos servidores. “Estamos asfixiados, mas estou confiante que a justiça suspenda esses bloqueios para auxiliar o povo de Campina.”, finalizou o prefeito.

Assim que concluir o levantamento solicitado pela Secretaria do Tesouro Nacional, Romero Rodrigues enviará a documentação para Brasília e aguardará novo encontro sobre a pauta. O prefeito também está entrando em contato com a rede bancária para buscar empresas do setor interessadas na renegociação. O primeiro contato foi feito com o Banco do Brasil.

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