PMCG verifica viabilidade de aumento no número de mototaxistas

motos_mototaxiA Prefeitura de Campina Grande, através da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), fará estudos para verificar a viabilidade técnica, operacional e legal de ampliação do número de mototaxistas existentes na cidade. O resultado dos estudos deverá ser apresentado no prazo de 30 dias, conforme anunciou na manhã desta segunda-feira, 7, o prefeito Romero Rodrigues. Ele tomou a decisão após se reunir, no auditório do Ipsem – Instituto de Previdência dos Servidores Municipais, com uma comissão da Cooperativa dos Transportes Públicos Alternativos e Moto-Táxi do Estado da Paraíba (COOTRANSPAT). Também estava presente ao encontro o novo superintendente da STTP, José Marques. 

Na avaliação de Romero Rodrigues, o encontro foi bastante proveitoso, mesmo porque a atual gestão municipal nunca se negou a dialogar com qualquer segmento social. Segundo Romero, a reunião serviu para mostrar a realidade local na área de transportes de passageiros e o esforço da atual gestão municipal em agir de acordo com a legislação em vigor. “Mostramos aos que hoje trabalham como clandestinos o nosso esforço em cumprir as determinações judiciais, além do respeito que temos pelo trabalho de acompanhamento desta questão por parte do Ministério Público”, afirmou. 

O prefeito campinense garantiu que, após a realização dos estudos, haverá um novo encontro com a categoria dos mototaxistas alternativos ou clandestinos, relatando o que pode ser feito em termos de atendimento à pauta da categoria. 

“Compreendemos que as pessoas necessitam trabalhar, mas também não podemos agir com a emoção, pois, acima de todos nós, está uma legislação rigorosa que precisa e deve ser obedecida. Temos, hoje, 930 mototaxistas regulamentados. Porém, alguns querem mais dois mil trabalhadores neste setor. Precisamos, então, verificar como isso seria viável ou não no atual sistema, pois ainda precisamos ter respeito aos demais setores legalizados e que pagam seus impostos, como táxis e ônibus urbanos”, afirmou o prefeito. 

Conforme Romero, a questão é bastante complexa, pois, no caso de uma possível ampliação do número de vagas, será preciso levar em conta critérios como o número de habitantes de Campina Grande, a necessidade de um processo licitatório e as reais demandas da população campinense para este tipo de serviço, além dos necessários requisitos profissionais, pois nem todos os interessados poderão desfrutar deste tipo de oportunidade profissional. 

Por fim, o prefeito destacou que, até o final da realização dos estudos, a PMCG poderá, na medida do possível e dentro do rigor da lei, flexibilizar o trabalho de fiscalização aos mototaxistas ainda não regulamentados na cidade, mas sem permitir qualquer ação que seja prejudicial aos interesses e às necessidades da população de Campina Grande. Sobre este aspecto, alertou para o fato de que o protesto, realizado na última sexta-feira, por parte da categoria, apenas prejudicou a população, pois o centro da cidade teve o seu trânsito interrompido. Em sua opinião, o melhor caminho é o entendimento e o respeito às leis e à comunidade.

1 comment

  1. fabiano feitoza

    a questão de mototáxi especificamente de campina grande pb, é uma causa cultural desde do final 1995: não é nenhuma lei que resolve…

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