Mobilização incentiva doação de órgãos e prevenção de doenças

mobilizacao_rinsFuncionários e pacientes do setor de nefrologia do Hospital Municipal Dr. Edgley Maciel realizaram uma ação de conscientização, na manhã deste sábado, 15, para incentivar a doação de rins. A atividade, que aconteceu na Praça da Bandeira, no centro de Campina Grande, também teve o objetivo de alertar a população para os cuidados que devem ser adotados na prevenção das doenças renais, com a prática de atividades físicas e o consumo regular de água.

Durante a mobilização, foram distribuídos 400 copos de água mineral para as pessoas que passavam pelo local e os motoristas que paravam nos sinais de trânsito daquela área. Os participantes da campanha ainda distribuíram panfletos informativos e esclareceram dúvidas sobre a doação de órgãos e as formas de prevenção das doenças que afetam os rins. A ação acontece em alusão ao Dia Mundial do Rim, comemorado em 13 de março.

A professora Irani Bezerra foi diagnosticada com insuficiência renal crônica em 2004, precisou fazer hemodiálise por quase dois anos e, em maio do ano passado, conseguiu fazer o transplante de rim. Hoje, com todos os cuidados necessários, ela leva uma vida praticamente normal e fez questão de participar da atividade deste sábado. “Assim como eu consegui, a agente luta para que outras pessoas também possam ter a oportunidade de não mais precisar realizar o tratamento de hemodiálise”, afirmou.

De acordo com a diretora geral do Hospital Dr. Edgley, Ilka Nunes, atualmente, 140 pacientes fazem hemodiálise no serviço de nefrologia da unidade hospitalar. Segundo ela, os principais fatores que causam as doenças renais são a hipertensão e a diabetes. “São duas doenças que podem e devem ser evitadas, com hábitos de alimentação saudável e o combate ao sedentarismo. Por isso, nossa ação está focada também na prevenção”, explicou.

Espera

Dados da Associação de Renais Transplantados e Doadores da Paraíba (Renais – PB) mostram que, em 2013, foram realizados 53 transplantes de rim no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, o único do estado a realizar o procedimento. No entanto, mais de 400 pacientes ainda aguardam na fila para fazer o transplante. A legislação brasileira prevê que qualquer pessoa saudável e que concorde com a doação pode ser um doador.

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