Caminhada vai marcar Dia Mundial de Luta Antimanicomial neste sábado

palestra_saudeA Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Campina Grande, através da Coordenação de Saúde Mental, está realizando, esta semana, diversas atividades de esclarecimento à população sobre os serviços prestados pelo SUS nesta área. Os profissionais e técnicos que atuam nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) estão promovendo palestras em escolas e distribuindo materiais informativos em praças e sinais de trânsito. As ações fazem parte da estratégia de divulgação do Dia Mundial de Luta Antimanicomial, que será comemorado no sábado, 18, com uma caminhada.

Na quinta, a equipe do Projeto Viver da Rede Municipal de Atenção Psicossocial realizou palestras para os alunos do Colégio Estadual da Prata e do Senai (Serviço Nacional da Indústria), ambos localizados no bairro da Prata. Com a interação do grupo musical formado por integrantes do Projeto, os profissionais explicaram aos estudantes como é feito o tratamento dos usuários dos CAPS e também falaram da importância da humanização neste tipo de atendimento especializado.

“Nosso trabalho depende muito da integração das famílias dos pacientes, por isso, precisamos conscientizar toda a comunidade sobre o trabalho de atenção psicossocial que vem sendo desenvolvido em Campina. Estamos mostrando que os pacientes não podem mais ser rotulados como pessoas perigosas, nem ser discriminados na escola, no trabalho e, muito menos, na própria família”, esclareceu a coordenadora de saúde mental do município, Elizabete Ludgério.

Na sexta-feira, as atividades de conscientização acontecem na Praça da Bandeira, a partir das 10 horas. No local, a população também será convidada a participar da caminhada em comemoração ao Dia Mundial de Luta Antimanicomial, que será realizada neste sábado pela manhã nas principais ruas do centro da cidade. A concentração vai ser no Parque do Povo, com saída às 8 horas e um trio elétrico vai animar os participantes.

“É uma data para lembrarmos que por muito tempo o tratamento psiquiátrico excluía as pessoas totalmente da sociedade e as obrigava a viver em regimes de clausura em manicômios, mas hoje, graças à reforma psiquiátrica, temos um novo olhar sobre estes pacientes e uma forma completamente diferenciada de atenção”, explicou a coordenadora.

Serviços – Atualmente, cerca de seis mil pessoas são atendidas pela Rede de Atenção Psicossocial pelo SUS em Campina Grande. O município possui sete CAPS e um Centro de Convivência Terapêutica para atendimento aos usuários com transtornos mentais leves e crônicos e dependentes de álcool e outras drogas. Este ano, a Secretaria Municipal de Saúde inovou e também disponibilizou o atendimento psicossocial no Centro de Saúde do bairro Catolé para aqueles usuários que não têm o perfil dos usuários dos CAPS.

O município ainda dispõe de seis residências terapêuticas, que são locais onde vivem os pacientes com histórico de longas internações psiquiátricas ou que foram abandonadas pela família. Os casos mais graves ou de urgência e emergência são encaminhados para a Emergência Psiquiátrica, que funciona no Hospital Dr. Edgley.

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